segunda-feira, 11 de julho de 2011

Haverá um dia…

   Um dia em que a escuridão que corre por minhas veias, passa por minha mente e age nas minhas mãos. O mesmo dia em que acordamos e não temos ideia de como agir perante os outros, pois no fundo queremos matar a todos, porém no superficial devemos ser cordiais. Seria isso a falsidade? Se for, hão de mudar meu nomewallpaper-133033.

   Uma manhã esperançosa… até abrir a janela e perceber que a chuva cai, o vento sopra forte, a tristeza ainda nos olhos de quem quer acreditar que continua em seu pesadelo. Desliga o despertador antes até do mesmo fazer sua tarefa. Recorda-se das horas anteriores, quando tudo estava sob controle.  

   Uma tarde silenciosa, à espera de uma ligação. Mas quem há de saber seu número? Se até mesmo você se esqueceu, porque ninguém mais o pergunta. Ninguém mais se importa, ao menos não parece. O resto do dia lhe resta, de restos vive o esquecido.

   Uma noite de anseios, pensamentos, memórias, sentimentos. Quem diria que os sentimentos nos visitassem, não é? Deve ser padrão de encomenda enviar tristeza quando pede-se alegria, fúria ao invés de paz, perdas no lugar de amigos.

   Mais um dia passou. Menos um dia lhe resta.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Porteiro

   Está sempre lá fingindo não ter preocupações, anseios e problemas. Lá está ele observando, criando, imaginando. Olhando para você, passante.

   Pessoas apressadas passam pela porta, com seus celulares ao pé do ouvido falando sobre trabalho, lazer, romance, traição… Tais quais esquecem que o porteiro ouve, vê, ele é tão consciente quanto a pessoa que está do outro lado da linha. Ignoraram o porteiro! Mas ele sabe sobre você…

   Casais apaixonados passam pela porta, de mãos dadas e olhares que aquecem os corpos no frio da cidade, apelidos pra cá, carícias pra lá. Encontros  que começam a partir de um beijo… e acabam aos tapas, e vice-versa. Porém alguém está no canto da cena, alguém que permaneceu em silêncio, mas que constante é a sua observação. Novamente o porteiro foi ignorado! Um casal à parte, onde a parceira não percebeu, mas o porteiro, sim, viu o parceiro flertando com a garota que acabara de sair do elevador. O porteiro sabe sobre vocês…

   Uma linda moça aproxima-se da porta apressadamente, de modo que a chuva quase a alcançou. Enxarcada estaria se não fosse pelo porteiro. Tal homem, ciente do que fez, olhou para a moça talvez esperando alguma reação, um “Obrigada” seria o suficiente para ele. Porém, as chaves da moça ficaram no carro, chateada obrigou-se a voltar ao carro paga apanhá-las. Zangada por ter-se desarrumada, a linda moça entra no hall batendo o pé sem ao menos olhar para o homem que um dia esperou sua resposta. Pobre porteiro, ignorado novamente foi. Mas ele sabe sobre ela…

   Ao longe o porteiro avista um rapaz elegante, bem vestido, saira de seu carro e dirigia-se ao prédio. O porteiro desconhecia o homem, e isso lhe intrigava, não saber nada sobre alguém o fazia ter um sentimento indescritível, não era algo tão pequeno como a curiosidade, mas não tão grande como a necessidade. Era… diferente. Tal homem, ao cruzar pela porta, profere um alto e claro “Boa noite”.

   O porteiro não precisava mais saber nada sobre tal homem, sentiu-se satisfeito em saber simplesmente… tudo. Enxergava os aparelhos, as alianças, as pessoas, mas quando tabelarem o caráter, por favor, destrua a tabela!

   Não ignore o detalhe. Ele sabe o valor de um apreciador. Ele sabe sobre você. Detalhe a si.

És o hóspede e o porteiro. Mas e agora? Quem está no comando?   Sem título

Não gostou? Culpe-me.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Adote Um Blogueiro

   Uma campanha realizada pelo Mundo Drive, a qual me identifiquei, e cá estou para passá-la adiante. Para ler a campanha e sua ideologia completa, Clique aqui.

   Resumidamente, a campanha trata dos blogueiros que alimentam a blogosfera continuamente e que não recebem nada financeiramente por tal ato. A adoção do blogueiro trata-se de seu feedback para tal, através de visitas, comentários, divulgação. Essa é a remuneração de que precisam: Reconhecimento.

adote010

Não gostou? Culpe-me.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Um pedido…

2005-10-24-make-a-wish-dad      …de uma criança que em apenas uma palavra, significava tudo o que ela precisava: “Coragem”. Que envolta de problemas, discussões, brigas, já não sabia mais para onde correr. Não sabia mais a quem recorrer. Então, como um espasmo, sua boca se abriu durante um momento de mudança, de renovação, de tristeza e alegria, de passado e futuro, para dizer “Dai-me coragem.”.

   …que não foi atendido. Que por mais que quisesse acreditar que algo maior existisse, nada mudou. A criança tímida cresceu, tudo que não é físico permaneceu igual. Desolador o olhar infantil, que carece de algo e não conseguimos dar. Cabisbaixo, fraco, monstro. Monstro social, que sozinha sempre esteve… menos mal. Criança crescida que afasta quem um dia disse se importar, que a exemplo de seus pais, irmãos, amigos, fugiram. A qual já gostou tanto de alguém que arriscou, mas a coragem não existia dentro da mesma. Aquela criança que um dia cresceu, lutou, agarrou com unhas e dentes quem dizia se importar, hoje está virada para a parede, de costas à porta, de costas à janela. Apenas esperando o destino final de seu ônibus, com a sua passagem só de ida já destacada.

   …simples de uma criança ingênua, que hoje luta para que nunca se apeguem à ela, pois o sofrimento é indubitável. Para uns menos, para outros mais, criança.

  …em vão.

domingo, 1 de maio de 2011

Cry, I.

cry   Fujo de todos que me rodeiam, fico o mais longe possível, o mais invisível possível. Para quê? Para chorar. Chorei. Aguentei com toda a força que eu pude, minha respiração e batimento cardíaco começaram a se descontrolar. A vista começou a embaçar e mais nada eu pude fazer a não ser abaixar a cabeça e chorar.
   O que fiz de errado? Aliás, o que fiz de certo? Nada. É a única conclusão possível. Mas não posso pedir nada, pois o que eu ofereço nunca foi e nunca será o bastante. É inacreditável a pena que sente, só pode ser pena. Dó, talvez. Fiz coisas que estragaram tudo, disseste para relaxar, mas é impossível. Sou imperdoável.
   Parem, lágrimas! Parem! Eu exijo que parem de me perturbar. Deixem-me ao menos escrever em paz! Cansei de engolir a dor que se prende ao meu pescoço, que me faz sufocar em meio de tudo e todos. Parem… eu suplico. Por favor, me esqueçam.
   Foi ótimo, é ótimo. Pena que só é tudo isso pra mim. Que pena, queria que “tudo isso” fosse recíproco. Então me esqueça, já sofre de mais. Mais sofrimento pra me sufocar não vai me matar, eu sei que não. O pior é que eu sei.
  Parem!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Fear of the Answer

   Não importa o quão confiante eu esteja; Não importa a intensidade e grandiosidade do meu ego; Nada é comparável ao medo que sinto ao abrir a sua conversa e dar um simples “oi”. Receio ao exagerar na felicidade das palavras e que alguma hora você responda “Precisamos conversar…” ou uma apunhalada como “Acabou”. Pareço não ligar, nem ao menos me importar com o simples “oi”, mas ele é quem decide o rumo da conversa. Conheço-te o bastante para saber a diferença dos seus cumprimentos, sorrisos e emoticons. Não instalei câmeras na sua casa, não coloquei um detetive atrás de ti, não preciso ser informado por terceiros para saber quando você precisa falar, precisa do silêncio. Espero apenas que um dia precise de mim.
   Errônea é a escolha de minhas palavras, as quais não serão apagadas, nunca serão. Impossível recuar após dizer. Silêncio enquanto penso, penso por tanto tempo que tal já nem existe mais. Pelo menos não pra mim… para quem precisa. Disseram-me que é bom pensar antes de falar, eu o faço… Mas o que ganho com isso? Nada! Apenas perco chances, oportunidades, abraços, amizades. Não consigo parar de pensar, talvez só pare quando morrer.
wallpaper-302842
   Não quero parar de pensar antes de agir.

sábado, 26 de março de 2011

O Auge do Meu Egoísmo

   Eu sempre fui um cara daqueles que ajudava todo mundo. Tinha muitos amigos, e por eles tudo fazia. Porém, sempre gostei de ter alguns momentos só para mim. Para poder colocar em dia minha paz de espírito, refletir. Jamais negava ajuda, companhia, o que fosse que precisassem, sempre estava eu ali, apto a ajudar.PICD3.tmp

   Mas aqueles meus tão necessários momentos de solidão, faziam de mim perante as pessoas que eu amava, um cara egoísta. Meus momentos de reflexão para eles não passavam de egoísmo. E assim fui sendo deixado de lado. Me deixaram para trás porque eu precisava de mim mesmo. E na minha solidão imposta, veio a depressão. Não tinha mais a quem recorrer. Eu, que sempre havia ajudado e feito companhia a quem precisasse, hoje estava aqui. Solitário. Isolado. Só!

   E foi então que me senti ainda mais inútil. Minha depressão já havia tomado conta de mim. Não havia mais o que fazer.Foi então que transformei o vidro em pó. Sim, fiz do vidro o pó que me alimentaria dentro de algumas horas. Ingeri o pó de vidro. Passaram algumas horas e eu não me aguentava mais de dor. Meus órgãos estavam todos perfurados, corroídos, arranhados pelo vidro.

   Não havia mais o que fazer.

   No auge da minha solidão egoísta. Meu calibre 38 resolveu se fazer presente. Com um único disparo. Tornei-me egoísta. Sim, resolvi aceitar o meu egoísmo e acabar com tudo aquilo.

   Um tiro. E o provei pra mim mesmo o quanto era egoísta! Tirando de mim que única coisa que eu ainda possuía.

Por: Edward Anrzejewski Junior